sexta-feira, 24 de junho de 2016

Todas as Células Atuais Evoluíram a Partir de um Mesmo Ancestral

Uma célula se reproduz pela duplicação do seu DNA e depois se divide em duas, passando uma cópia das informações genéticas codificadas no DNA para cada uma das suas células-fi lha. Por isso, as células fi lhas se parecem com as células parenterais. A cópia nem sempre é perfeita, e as informações são ocasionalmente corrompidas. 

Por essa razão, as células-fi lha nem sempre se comparam exatamente com as parenterais. Mutações – alterações no DNA – podem criar descendentes que são alterados para pior (no que eles são menos capazes de sobreviver e reproduzir); alterados para melhor (no que eles são mais capazes de sobreviver e reproduzir); ou alterados neutralmente (no que eles são geneticamente diferentes, mas igualmente viáveis). A luta pela sobrevivência elimina o primeiro, favorece o segundo e tolera o terceiro. Os genes da próxima geração serão os genes dos sobreviventes. Intermitentemente, o padrão dos descendentes pode ser complicado pela reprodução sexual, na qual duas células da mesma espécie fusionam, unindo o seu DNA; as cartas genéticas são então misturadas, repartidas e distribuídas em novas combinações para a próxima geração para serem novamente testadas pelo seu valor de sobrevivência.

Esses princípios simples de alteração e seleção, aplicados repetidamente durante bilhões de gerações de células, são a base da evolução – o processo pelo qual as espécies vivas se modificam gradualmente e se adaptam ao seu meio de maneiras cada vez mais sofisticadas. A evolução oferece uma explicação surpreendente, mas convincente, do motivo pelo qual as células dos dias de hoje são tão semelhantes nos seus fundamentos: todas elas herdaram as suas informações genéticas a partir do mesmo ancestral comum. Estima-se que essa célula ancestral existiu entre 3,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás, e devemos supor que ela continha um protótipo da maquinaria universal de toda a vida atual na Terra. Por meio de mutações, os seus descendentes divergiram gradualmente para preencher cada habitat na Terra com coisas vivas, explorando o potencial da maquinaria em uma infinita variedade de formas.


fonte: ALBERTS, B.; BRAY, D.; HOPKIN, K.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P. 2006. Fundamentos da Biologia Celular. 2ª Edição. Editora Artmed.

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