O genoma das células – isto é, toda a biblioteca de informação genética no seu DNA – fornece um programa genético que instrui a célula sobre seu funcionamento, e as células vegetais e animais, sobre seu crescimento para formar um organismo com centenas de diferentes tipos de células. Dentro de uma planta ou animal indi-vidual, essas células podem ser extraordinariamente variadas, como é discutido no Capítulo 21. Células gordurosas, células da pele, células dos ossos e células nervosas parecem tão diferentes quanto quaisquer células poderiam ser. Contudo, esses tipos diferenciados de células são gerados durante o desenvolvimento embrionário a partir de uma única célula-ovo fertilizada, e todas contêm cópias idênticas do DNA da espécie. Suas características variadas originam-se a partir do modo pelo qual as células individuais utilizam suas informações genéticas. Diferentes células expressam diferentes genes, isto é, elas acionam a produção de algumas proteínas e não de outras, dependendo dos estímulos que elas e suas células ancestrais receberam do seu ambiente.
O DNA, portanto, não é apenas uma lista de compras especificando as moléculas que cada célula deve ter, e uma célula não é apenas uma montagem de todos os itens da lista. Cada célula é capaz de realizar uma variedade de tarefas biológicas, dependendo do seu ambiente e da sua história, utilizando a informação codificada no seu DNA para guiar as suas atividades. Mais adiante, veremos com detalhes como o DNA define tanto a lista das partes da célula como as regras que decidem quando e onde estas partes devem ser sintetizadas.
fonte: ALBERTS, B.; BRAY, D.; HOPKIN, K.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P. 2006. Fundamentos da Biologia Celular. 2ª Edição. Editora Artmed.

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